O Currículo Paulista (2020): entre neoliberalismo e a mercantilização do sujeito
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Resumo
Este artigo analisa o Currículo Paulista (2020) a partir da perspectiva crítica do materialismo histórico-dialético, problematizando o documento como uma expressão da formação de “sujeitos-mercadoria” no contexto neoliberal. Argumenta-se que o currículo incorpora concepções ideológicas alinhadas às demandas de agências internacionais e do mercado, operando como um instrumento de reprodução da lógica capitalista. Para tanto, mobilizam-se categorias analíticas fundamentais, como ideologia, reificação e a unidimensionalidade proposta por Herbert Marcuse, discutindo-se o papel do currículo como um dispositivo histórico de dominação e produção de subjetividades. A investigação conclui que o Currículo Paulista, sob um discurso aparentemente neutro e plural, legitima a mercantilização da educação e silencia a pluralidade cultural. Desse modo, nega as possibilidades de emancipação e a construção de sujeitos sociais críticos, consolidando, em última instância, uma educação funcional aos interesses do capital.
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