Educação ao longo da vida: diálogo entre Brasil e Espanha

Palavras-chave: educação ao longo da vida, Ensino Superior, justiça cognitiva

Resumo

Este artigo apresenta uma abordagem para o desenvolvimento recente da educação ao longo da vida no âmbito da educação de adultos, nos contextos do Brasil e da Espanha. Começa com uma reflexão sobre a concepção de justiça cognitiva, que amplia a noção de igualdade de oportunidades na educação, estabelecendo a conexão entre educação de adultos e Educação Superior. Levanta uma hipotética interpretação contemporânea de Paulo Freire sobre a situação atual da educação ao longo da vida e como esse enfoque poderia inspirar uma agenda de trabalho internacional para universidades no Brasil e na Espanha. As considerações finais apontam as diferenças na materialização das propostas educacionais de ambos os países, mas destacam como horizonte comum a possibilidade de as pessoas desenvolverem suas capacidades e darem sentido às suas vidas por meio de oportunidades educacionais iguais.

Biografia do Autor

Edineide Jezine, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Possui Graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas (1988), Mestrado em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (1997), Doutorado em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (2002) e Pós-doutoramento na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias - Lisboa/PT (CAPES/FCT), com instância acadêmica na Universidade de Valência (Espanha, 2011). Professora Titular da Universidade Federal da Paraíba como atuação no ensino, pesquisa e extensão, na Graduação e Pós-graduação. Faz parte do Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO). É membro efetivo da Rede de Pesquisa Universitas/Br ? EIXO 5 Acesso e Permanência. Faz parte do Conselho de Redação da Revista Lusófona de Educação (Lisboa/PT) e atua como investigadora associada do Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento (CEIEd/UHLT/Pt). É atualmente coordenadora Fórum de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação em Educação da Região Noprdeste (FORPREd/Nordeste) e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, Gestão e Avaliação da Educação Superior (MPPGAV) e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Superior e Sociedade (GEPESS), desenvolvendo as pesquisas ?Os impactos das políticas de cotas no contexto da inclusão na Universidade Federal da Paraíba: acesso, permanência e Evasão na Educação Superior (PIBIC/UFPB) e Permanência e evasão na Educação Superior: fatores interferentes, interfaces com ensino médio público e possibilidades de avanço nas políticas públicas (FAPEMAT). Possui publicações e atuação nos seguintes temáticas: Política de Educação Superior; Inclusão Social e da Pessoa com Deficiência; Educação Popular e Educação do Campo e Extensão Universitária.

José Beltrán Llavador, Universitat de València (UV), España.

Doctor en Filosofía y profesor titular del Departamento de Sociología y Antropología Social de la Universidad de Valencia (España). Sus intereses académicos se centran en el ámbito de la Sociología de la Educación. Ha coordinado y participado en diversas investigaciones de carácter estatal e internacional. Participó como miembro de la Red Iberoamericana de Investigación en Políticas Educativas (RIAIPE). Autor de numerosas publicaciones sobre Sociología de la Educación y Filosofía. Entre sus obras, se destacan: “Ciudadanía y Educación”; “Lecturas de imaginación sociológica”; “Márgenes de la Educación: la lucha por la claridad”; “Teorías sobre sociedad y educación”.

Emília Maria de Trindade Prestes, Universidad Federal de Paraíba (UFPB).

Doctora en Estudios Latinoamericanos, por la Facultad de Ciencias Sociales y Políticas de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Realizó estudios de posdoctorado en la Universidad Autónoma de Barcelona y la Universidad de Valencia, España. Actúa como profesora titular del Centro de Educación de la Universidad Federal de Paraíba (UFPB). Tiene experiencia y publicaciones en temas de Evaluación de Políticas Educacionales, Educación Superior y Educación de Jóvenes y Adultos.

Referências

BARRY CLARKE, P. Ser ciudadano. Madrid: Sequitur, 1990.

BRASIL. Ministério da Educação. Sinopse Estatística da Educação Superior 2016. Brasília-DF: INEP, 2017. Disponible en: http://portal.inep.gov.br/sinopses-estatisticas-da-educacaosuperior. Acceso el: 7 de jul. 2020.

BRASIL. Parecer CNE/CEB 11/2000. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Brasília-DF, 2000. Disponible en: http://confinteabrasilmais6.mec.gov.br/images/documentos/parecer_CNE_CEB_11_2000.pdf. Acceso el: 10 agosto 2019.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 1996. Brasília-DF, 1996. Disponible en: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf. Acceso el: 10 agosto 2019.

CHARLOT, B. Relação com o saber e com a escola entre estudantes de periferia. Cadernos de Pesquisa, n. 97, p. 47-63, 1996. Disponible en: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-863X2002000300006&script=sci_arttext&tlng=pt. Acceso el: 07 de jul. 2020.

COWEN, R.; KAZAMIAS, A. M.; ULTERHALTER, E. (Org.). Educação comparada: panorama internacional e perspectivas. Brasília: UNESCO/CAPES, 2012. V. 1.

DELORS, J. (Dir.). La educación encierra un tesoro. Madrid: Santillana/UNESCO, 1996.

DEROUET, J. L. A sociologia das desigualdades em educação posta à prova pela segunda explosão escolar: deslocamento dos questionamentos e reinício da crítica. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 21, sept./dic. 2002. Disponible en: https://www.scielo.br/pdf/rbedu/n21/n21a01.pdf. Acceso el: 07 de jul. 2020

DUBET, F. La escuela de las oportunidades¿ Qué es una escuela justa? Barcelona: Gedisa, 2005.

DURU-BELLAT, M. Meritocracia. En: ZANTEN, A. (Coord.). Dicionário de educação. Petrópolis: Vozes, 2011. p. 580-2.

FAURE, E. et al. Aprender a ser: la educación del futuro. Madrid: Alianza, 1973.

FREIRE, P. Educação como Prática de Liberdade. 28a. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.

FREIRE, P. Pedagogía de la esperanza: encuentro con Pedagogía del Oprimido. Madrid: Siglo XXI, 1992.

FREIRE, P. La naturaleza política de la educación. Cultura, poder y liberación. Madrid; Barcelona: MEC/Paidós, 1990.

GONZÁLES O. C. Contra la igualdad: de La Boëtie a Platón. Acta Poética. México: Primavera, 2002. p. 233-55.

HONNETH, A. La lucha por el reconocimiento. Barcelona: Crítica, 1997.

INTERNATIONAL ASSOCIATION FOR THE EVALUATION OF EDUCATIONAL ACHIEVEMENT. Researching education, improving learning. Internacional Civic and Citizenship Education Study (IICCS). IEA, 2016. Disponible en: https://www.iea.nl/studies/iea/iccs. Acceso el: 07 de jul. 2020.

MITTER, W. Educação comparada na Europa. En: COWEN, R.; KAZAMIAS, A. M.; ULTERHALTER, E. (Org.). Educação comparada: panorama internacional e perspectiva. Brasília: UNESCO/CAPES, 2012. p. 115-30. v. 2. Disponible en: http://unesdoc.unesco.org/images/0021/002177/217707por.pdf. Acceso el: 2 abr. 2014.

MORIN, E. Los siete saberes necesarios para la educación del futuro. Barcelona: Paidós, 2001.

RISTOFF, D.; GIOLO, J. (Org.). Educação Superior Brasileira de 1991-2004. Brasília-DF: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2006.

SANDEL, M. J. Justiça, o que é fazer a coisa certa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.

SANTOS, B.; MENESES, M. P. (Org.). Epistemologias do Sul. Coimbra: Almedina, 2009.

TORRES, C. A. Political Sociology of Adult Education. Rotterdam; Boston: Taipei; Sense Publishers, 2013.

TORRES, C. A. A Política na Educação não-formal na América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

UNESCO. Rendir Cuentas en el ámbito de la Educación. Cumplir nuestros compromisos. Informe de seguimiento de la educación en el mundo 2017/8. Paris: UNESCO, 2017. Disponible en: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000261016. Acceso el: 7 jul. 2020.

Publicado
2020-08-20
Seção
Artigos