Doutor em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Mestre em Educação pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Filósofo e pedagogo. Professor Adjunto do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).
A pesquisa teve como objetivo investigar o fenômeno da feminização do magistério na cidade de Sorocaba, SP, bem como as perspectivas da construção de gênero das professoras da rede de ensino, buscando compreender as influências de tais aspectos em seu trabalho pedagógico na educação infantil. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, por meio de pesquisa bibliográfica, questionários semiabertos e entrevista semiestruturada. Aplicou-se o questionário para nove docentes, sendo que duas professoras foram entrevistadas. Os resultados da pesquisa demonstram que à maioria dos profissionais são mulheres, ou seja, oito professoras, sendo então, cinco casadas com pelo menos dois filhos. Sete possuem formação inicial em Pedagogia em instituições privadas e somente duas, são graduadas em universidades públicas. Há apenas um professor do sexo masculino, formado numa instituição privada, casado e com dois filhos. No que concerne ao nível de formação continuada, todos professores possuem pelo menos duas pós-graduações, cursadas também em instituições privadas, com exceção de apenas uma professora que possui mestrado e doutorado em educação. Portanto, o perfil dos participantes da pesquisa é semelhante entre si, o que evidencia a feminização do magistério na educação infantil, principalmente, porque decorrem da experiência familiar e das concepções de gênero, isto é, ser professor da educação infantil corresponde às representações sociais de ser mulher, mãe, afetuosa e cuidadora.
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