Resumo
A leitura e a escrita ampliam o acesso a conhecimentos, valores e práticas sociais, favorecendo a comunicação, a autonomia e o desenvolvimento cognitivo. Com base nesses pressupostos, definimos como problema norteador para a pesquisa a seguinte questão: como desenvolver habilidades de linguagem escrita em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não verbais? Assim, para compreender e promover esse processo, realizamos uma intervenção pedagógica com cinco participantes, com idade entre 7 e 12 anos, matriculados em escolas comuns e especiais. A alfabetização, com ênfase na leitura e na escrita, foi realizada em 40 encontros semanais e individuais, com duração de 60 minutos cada. Os recursos pedagógicos foram desenvolvidos com tablets e com o software de comunicação aumentativa e alternativa Tobii Communicator 5. A proposta foi inspirada no método visomotor de alfabetização, que integra percepção visual, movimento motor e estrutura silábica. Ao final, quatro crianças foram alfabetizadas, sendo que duas crianças alcançaram leitura e escrita de palavras com estruturas silábicas simples e complexas, enquanto duas se limitaram às palavras simples. Uma criança apresentou avanços significativos, mas não se apropriou da linguagem escrita. Os resultados evidenciam a viabilidade e a relevância de estratégias pedagógicas específicas para a alfabetização de pessoas com TEA não verbal.
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