Resumen
El artículo analiza el Carnaval de Corumbá (MS) a partir de los bocetos de los disfraces infantiles de la Escuela de Samba Infantil Corumbá do Amanhã, entendiéndolos como artefactos culturales dotados de currículo y pedagogía cultural. Desde una perspectiva poscrítica, anclada en los Estudios Culturales y en la Teoría Queer, la investigación evidencia cómo estos artefactos producen y regulan identidades desde la infancia, especialmente en torno al género y la sexualidad, articulados con otros marcadores sociales como la regionalidad, la religiosidad y la nacionalidad, en un contexto fronterizo entre Brasil y Bolivia. La metodología adoptada fue la etnografía digital, con recolección de datos en entornos virtuales institucionales y mediáticos entre 2023 y 2024. El análisis de los bocetos revela que, bajo una apariencia lúdica e inocente, los disfraces refuerzan normas heteronormativas y binarias, naturalizando performances generizadas y jerarquías culturales, al mismo tiempo que silencian disidencias, como las vinculadas a representaciones de religiones de matriz africana y a sexualidades no hegemónicas. Se concluye que los disfraces infantiles funcionan como dispositivos disciplinarios y protésicos que moldean cuerpos y subjetividades, pero también pueden constituir espacios de tensión y de posibilidad. Reconocer el carnaval como práctica educativa amplía el debate sobre currículo, cultura y poder, señalando su potencial para experiencias más críticas, plurales e inclusivas.
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