Infância e currículo: políticas microcurriculares para uma pedagogia da brincadeira

Palavras-chave: infância, currículo-aprendizagem, experiência-afeto

Resumo

O trabalho visa discutir a relação diferencial que pode se estabelecer entre a infância e o ato de educar nos currículos da educação infantil. Neste sentido, questiona-se: como compor currículos potentes para cultivar e explorar a singularidade da relação que se traça entre a infância e o ato de aprender em meio ao fluxo afetuoso da experiência da brincadeira livre? Mesmo que sob a forma de um ensaio, o texto se elabora, também, a partir do contexto de um movimento de pesquisa ainda em andamento, baseando-se nas conversas tecidas com professoras de duas creches públicas do município do Rio de Janeiro e no projeto de extensão universitária que aborda o tema e a problemática propostos. O escrito desenvolve-se no sentido de afirmar que a experiência de concepção do ser da infância, imanente à experiência em que brincadeira livre se desenrola, pode se constituir como força motriz para a produção de currículos que se conformem como verdadeiros campos de composição para o devir de processos inventivos de aprendizagem. Conclui que tomar o espaço-tempo diferencial da brincadeira livre como uma experiência afetiva de aprendizagem tende a abrir perspectivas singulares para se pensar relações mais criadoras entre infância e currículo.

 

Biografia do Autor

Sammy Lopes, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

Doutor em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Professor do Departamento de Estudos da Infância da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

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Publicado
2022-02-17
Como Citar
Lopes, S. (2022). Infância e currículo: políticas microcurriculares para uma pedagogia da brincadeira . Série-Estudos - Periódico Do Programa De Pós-Graduação Em Educação Da UCDB, 26(58), 129-143. https://doi.org/10.20435/serie-estudos.v26i58.1595
Seção
Dossiê: Currículo, resistência e criação com as artes