Resumo
Este artigo apresenta uma revisão de literatura com abordagem qualitativa e método cartográfico, fundamentada em referenciais pós-estruturalistas e na teoria queer. A pesquisa teve como objetivo examinar artigos publicados entre os anos de 2018 e 2020 que discutem as categorias “gênero”, “sexualidade” e “corpo” no contexto escolar, com ênfase nas experiências da população LGBTQIA+. Os resultados revelam que tais temáticas ainda são tratadas de maneira marginalizada nas escolas, muitas vezes restritas a iniciativas individuais ou a abordagens biologizantes que silenciam o desejo, o prazer e a pluralidade das identidades. A produção de dados evidenciou a persistência de discursos normativos e a conivência institucional diante de práticas discriminatórias, reforçando a urgência de políticas e práticas educativas comprometidas com a justiça social. A cartografia permitiu acompanhar os fluxos discursivos e afetivos presentes nas produções analisadas, ressaltando os modos como certas existências seguem relegadas a um campo de invisibilidade. Conclui-se que é necessário tensionar o currículo e os dispositivos escolares para construir espaços de reconhecimento e pertencimento que afirmam a diversidade de corpos e subjetividades.
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