O Cursinho Pré-Vestibular Zumbi dos Palmares e a construção da identidade de mulheres negras
PDF

Palavras-chave

Identidade
Mulher Negra
Resistência

Como Citar

NASCIMENTO, Luzia Arapecida do; BACKES, José Licínio. O Cursinho Pré-Vestibular Zumbi dos Palmares e a construção da identidade de mulheres negras. Série-Estudos, Campo Grande, v. 29, n. 67, p. 237–255, 2024. DOI: 10.20435/serieestudos.v29i67.1988. Disponível em: https://serie-estudos.ucdb.br/serie-estudos/article/view/1988. Acesso em: 5 mar. 2026.

Resumo

O artigo tem como objetivo mostrar a importância que o Cursinho Pré-Vestibular Zumbi dos Palmares tem para a construção da identidade de mulheres negras. Para darmos conta do objetivo, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com cinco mulheres negras que frequentaram o Cursinho e se formaram na educação superior. A análise deu-se de forma qualitativa, com base nos autores do campo dos estudos étnico-raciais. No primeiro momento, situa-se a análise, considerando-se a luta histórica do movimento negro e, em especial, das mulheres negras contra o racismo e em defesa da construção positiva da identidade negra. Em seguida, apresentam-se os resultados da pesquisa de campo. Pela análise efetuada, observa-se que o Cursinho Pré-Vestibular Zumbi dos Palmares contribuiu positivamente para a construção da identidade das mulheres negras entrevistadas: algumas apontaram que houve contribuição para a construção da identidade positiva como mulher negra em sua família, e outras deram grande destaque ao Cursinho nessa construção.

https://doi.org/10.20435/serieestudos.v29i67.1988
PDF

Referências

BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.

BENTO, Maria Aparecida Silva. Branqueamento e branquitude no Brasil. In: CARONE, Iray; BENTO, Maria Aparecida Silva (Org.). Psicologia social do racismo: estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 25-58.

BRASIL. Lei n. 10.639 de 09 de janeiro de 2003. Altera a lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira" e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2003.

CANDAU, Vera Maria. Interculturalizar, descolonizar, democratizar: uma educação outra. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2016.

CORREA, Adriana Gonçalves; SILVA JUNIOR, Paulo Melgaço da; CARVALHO, Érika Loureiro de. Quando a representatividade importa: reflexões sobre racismo, valorização identitária negra e Educação Básica. Práxis Educativa, Ponta Grossa, v. 17, e19407, p. 1-17, 2022.

CORRÊA, Lajara Janaína Lopes. Cursinho popular: estudo sobre a trajetória de estudantes das classes trabalhadoras. 2011. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2011.

CORREIA, Sandro dos Santos. A importância das mulheres do candomblé no desenvolvimento da Cachoeira-BA. Revista do Programa de Pós-graduação em Relações Étnicas e Contemporânea - UESB, Jequié, v. 2, n. 3, p. 175-201, jan./jun. 2017.

COSTA, Aline Pereira da; MARTINS, Carlos Henrique dos Santos; SILVA, Heloise da Costa. Necroeducação: reflexões sobre a morte do negro no sistema educacional brasileiro. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 25, e 250043, 2020.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: Edufba, 2008.

GOMES, Nilma Lino. Movimento educador: saberes construídos nas lutas emancipatórias. Petrópolis: Vozes, 2020.

GOMES, Nilma Lino. Por uma indignação antirracista e diaspórica: negritude e afrobrasilidade em tempos de incertezas. Revista da ABPN, Curitiba, v. 10, n. 26, p. 111-24, jul./out. 2018.

GOMES, Nilma Lino. O movimento negro educador. Saberes construídos na luta por emancipação. Petrópolis: Vozes, 2017

GOMES, Nilma Lino. Educação e identidade Negra. Belo Horizonte: Alegria, 2002.

HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: Martins Fontes, 2017.

HOOKS, bell. Intelectuais negras. Revista de Estudos Feministas, Florianópolis, v. 3, n. 2, p. 464-78, jul./dez. 1995.

JACCOUD, Luciana. O combate ao racismo e à desigualdade: o desafio das políticas públicas de promoção da igualdade racial. In: THEODORO, Mário (Org.) As políticas públicas e a desigualdade racial no Brasil 120 anos após a abolição. Brasília: Ipea, 2008. p. 147-48.

KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

MBEMBE, Achille. Necropolítica: biopoder, soberania, Estado de exceção, política da morte. Arte & Ensaios, Rio de Janeiro, n. 32, p. 123-51, dez. 2016.

NASCIMENTO, Abdias. O genocídio do negro no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 2016.

RIBEIRO, Djamila. Lugar de fala. São Paulo: Polem Livros, 2019.

SKLIAR, Carlos. Pedagogia (improvável) da diferença: e se o outro não estivesse aí? Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

TOLENTINO, Luana. Sobrevivendo ao racismo: memórias, cartas e o cotidiano da discriminação no Brasil. Campinas: Papirus; 7 letras, 2023.

VIEIRA, Bárbara Danielle Morais. Letramento racial: da emergência de uma formulação. Revista Espaço Acadêmico, Maringá, ed. especial, v. 21, p. 53-64, 2022.

WALSH, Catherine. Notas pedagógicas a partir das brechas decoloniais. In: CANDAU, Vera Org.). Interculturalizar, descolonizar, democratizar: uma educação “outra”? Rio de Janeiro: 7 Letras, 2016. p. 64-75.

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2024 LUZIA APARECIDA DO NASCIMENTO, José Licínio Backes