Universidades internacionalizadas ou Universidade de Classe Mundial? Problematizações e tendências a partir do contexto latino-americano

Palavras-chave: internacionalização, Educação Superior latino-americana, Universidade de Classe Mundial.

Resumo

Neste artigo, tem-se como objetivo analisar o lugar da internacionalização para edificação de Universidades de Classe Mundial (UCMs) e, de forma mais específica, como a internacionalização vem assumindo a “dianteira” na corrida pela excelência acadêmica/ou um perfil determinado de UCM nos países latino-americanos. Para isso, em termos metodológicos, utiliza-se a análise de documentos de Organismos Internacionais, de Planos de Desenvolvimento Institucionais de universidades latino-americanas com melhores posições nos rankings internacionais e de dados de questionários respondidos por pesquisadores do tema Educação Superior/Políticas de Educação Superior de Países da América Latina e do Caribe, a partir de uma plataforma on-line. Em linhas gerais, constata-se que há uma espécie de UCM de segundo tipo sendo forjada para os países que não compõem o eixo dinâmico do capital, garantindo a difusão do modelo, ainda que com adaptações. Nesse sentido, a internacionalização aparece como o grande eixo promotor da excelência para os países da região.

Biografia do Autor

Lara Carlette Carlette Thiengo, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri Universidade do Oeste de Santa Catarina
Doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora adjunta da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Campus Diamantina.
Lucídio Bianchetti, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Doutor em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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Publicado
2020-04-01
Seção
Dossiê