“Patria Educadora” hubiera funcionado? currículo, democracia y los límites de la universalización educativa
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Palabras clave

currículo
democracia
políticas curriculares

Cómo citar

PEREIRA, Talita Vidal; REIS, Matheus Saldanha do A. “Patria Educadora” hubiera funcionado? currículo, democracia y los límites de la universalización educativa. Série-Estudos, Campo Grande, v. 31, n. 71, 2026. DOI: 10.20435/serie-estudos.v31i71.2148. Disponível em: https://serie-estudos.ucdb.br/serie-estudos/article/view/2148. Acesso em: 3 jul. 2026.

Resumen

El artículo toma el eslogan gubernamental “Pátria Educadora” como objeto de análisis a partir de un ejercicio contrafactual: ¿y si dicho proyecto hubiera alcanzado sus metas declaradas? A partir de esta indagación, se problematizan los modos en los que los discursos de democratización educativa han sido articulados en el campo de las políticas públicas, especialmente en el ámbito de las políticas curriculares en Brasil. Con base en aportes posestructurales, especialmente en Ernesto Laclau, Chantal Mouffe y Jacques Derrida, la política educativa se comprende como práctica discursiva y como territorio de disputas por la fijación de sentidos de democracia y de calidad de la educación, siempre provisionales y contingentes. Se argumenta que la promesa de universalización inscrita en el enunciado “Pátria Educadora” opera como significante articulador de consensos precarios, al mismo tiempo que encubre procesos de normalización y diferenciación de los sujetos escolares. Se sostiene que, incluso en un escenario hipotético de éxito del proyecto, la ampliación formal del acceso a la educación no se traduciría, necesariamente, en experiencias democráticas sustantivas. Al tensionar categorías como currículo común, justicia curricular, conocimiento escolar y democracia, el artículo sostiene que las políticas curriculares orientadas por ideales universalistas tienden a operar menos como garantías de emancipación y más como dispositivos de regulación, contribuyendo a la problematización de los límites de la democracia en el campo curricular contemporáneo.

https://doi.org/10.20435/serie-estudos.v31i71.2148
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Citas

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