Resumen
Este artículo analiza cómo la presencia de estudiantes indígenas en la Universidad Estatal del Amazonas (UEA) desafía las perspectivas eurocéntricas sobre la producción de conocimiento y genera cambios epistemológicos que trascienden la noción de inclusión social. Se cuestiona hasta qué punto la presencia indígena en la educación superior rompe con las dinámicas históricas de subalternación y epistemicidio, promoviendo formas de interculturalidad y reconfiguración de los regímenes de conocimiento. Metodológicamente, el trabajo se basa en la construcción de "escenas" como procedimiento analítico-narrativo, articulando experiencias, discursos y prácticas vividas en la universidad. El texto se organiza en tres escenas: la primera aborda el acceso a la universidad y la interculturalidad en ella; la segunda trata sobre las experiencias de extensión y las alfabetizaciones indígenas; y la tercera se centra en las clases de Pedagogía Intercultural Indígena. Las escenas funcionan como herramientas de pensamiento que resaltan tensiones, disputas y reconfiguraciones en el campo del conocimiento.
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