Resumen
El artículo analiza las representaciones de las culturas indígenas en libros de texto de lengua portuguesa aprobados en el PNLD 2024, a la luz de los Estudios Culturales. Considerando el impacto de marcos legales como la Ley nº 11.645/2008, se investiga en qué medida estos materiales incorporan transformaciones recientes en el campo educativo, especialmente en lo que respecta a la valorización de la diversidad étnico-cultural. El corpus está compuesto por seis colecciones destinadas a la educación secundaria básica, con énfasis en los Manuales del Profesor. El análisis evidencia un desplazamiento significativo en las formas de denominación, con predominio del término “indígena” en detrimento de “indio”, lo que indica una alineación con directrices institucionales y demandas de los movimientos indígenas. Aun así, persisten tensiones, como la presencia residual de nomenclaturas eurocêntricas y representaciones asociadas al imaginario colonial, así como procesos de folclorización y generalización cultural. La expresión “pueblos originarios”, aunque menos frecuente, moviliza sentidos de ancestralidad, territorialidad y derechos colectivos, lo que apunta a una ampliación semántica relevante. Los resultados muestran que estas representaciones configuran un campo de disputas simbólicas en el que los avances conviven con permanencias, evidenciando límites en la construcción de enfoques verdaderamente interculturales en el contexto escolar.
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