O audiovisual no ensino em ambientes virtuais: dos videogramas à cultura participativa

  • José da Silva Ribeiro Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais Universidade Aberta - Portugal

Resumo

O ensino a distância permaneceu durante logo tempo refém de um manual e de produções audiovisuais e sonoras (videogramas e audiogramas) endógenos – produzidos pelas próprias instituições com objetivos específicos de ensino de matérias específicas. O desenvolvimento da cultura participativa, da cultura de convergência e da criação de recursos educacionais partilhados deram ao ensino uma outra abertura e maior complexidade que, em nosso entender, poderá contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo dos estudantes. Persiste-se, no entanto, na produção e apresentação de videoaulas. Fará sentido esta produção e utilização do audiovisual no ensino em ambientes virtuais ou perspetivar-se-ão formas mais ativas de integração do audiovisual no ensino online?

 

Biografia do Autor

José da Silva Ribeiro, Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais Universidade Aberta - Portugal

Doutor em Ciências Sociais – Antropologia, Mestre em Comunicação Educacional Multi­média pela Universi­dade Aberta. Licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto. Estudos Superiores em Cinema e Vídeo na Escola Superior Artís­tica do Porto. Professor de Antropologia, Antropologia Visual, Métodos e Técnicas de Investigação em Antropologia, Media e mediações culturais. Investigador do Centro de Estu­dos das Migrações e das Relações Interculturais da Universidade Aberta. Respon­sável pelo Laboratório de Antropologia Visual. Realiza trabalho de campo em Cabo Verde, Brasil, Cuba e Argentina. Coorganizador da Conferência Internacional de Cinema de Viana do Castelo, do Seminário Internacional Imagens da Cultura / Cultura das Imagens. Coordenador da rede Imagens da Cultura / Cultura das Imagens. Professor visitante das Universidades de São Paulo, Presbiteriana Mackenzie, Múrcia e Savoie. Membro do Conselho Editorial das Revistas Iluminuras, DOC On-Line – Revista Digital de Cinema Documentário, International Journal of Cinema, Signos do Consumo. Publicou vários artigos e os livros Colá S. Jon, Oh Que Sabe (2001) Métodos e técnicas de investigação em Antropologia (2003) Antropologia Visual da Minucia do Olhar ao Olhar distanciado (2004). Coeditor de Antropologia Visual e Hipermédia (2007), Imágenes de la cultura / cultura de las Imágenes (2007), Imagens da Cultura (2010), Investigação e variantes curriculares do ensino online (2012), Antropologia Arte e Sociedade (2012), Espaço, Mediação e Comunicação (2012).

 

Referências

ALMENARA, J. C. Tecnología Educativa: Utilización Didáctica del Vídeo. Barcelona: PPU, 1989.

ANDERSON, K. T. “Ethnographic hypermedia: transcending thick description”. In Department of Anthropology University of Massachusetts-Amherst. Disponível em: http://cc.joensuu.fi/sights/kevin.htm, data de acesso: 1999.

BELTRAN, I. S. Por qué la UOC puede concebirse como una organización fractal?, 2009 Disponível em: http://www.uoc.edu/web/esp/art/uoc/isalas0902/isalas0902.html, data de acesso 15/05/2012.

BORILLO, M. e GOULETTE, J. P. Cognition e Création. Liège: Madraga, 2002.

BOUHOT, G. e PAILLÉ A. La part du Cinéaste et du Scientifique. In : Films & Documents: 364, Fédération Française du Cinéma Educatif, s/d.

BURGESS, J. e GREEN, J.. YouTube e a Revolução Digital. São Paulo: Aleph, 2012.

CASTELLS, M. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

CASTELLS, M. A Galáxia Internet. Lisboa: Fundação Calouste Gulbemkian, 2004.

CLEMENT, J. Du texte à l'hypertexte, 2000. Disponível em: < http://www.educnet.education.fr/dossier/livrelec/lecture.htm>, data de acesso, 22/12/2012.

DARLEY A., Cultura Visual Digital, Barcelona: Paidós, 2002.

EGLY, M. Argumentation et Persuasion. In DIMED 86, Lisboa: Instituto Português de Ensino a Distância, 1996, 247-285.

EGLY, M. Notas Sobre a Utilização da Imagem no Ensino a Distância. In: DIMED 86, Lisboa: Instituto Português de Ensino a Distância, 1986.

FISCHER, M. Futuros Antropológicos. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.

GARDIES, R. Compreender o cinema e as imagens. Lisboa: Edições texto e grafia, 2008.

GARRISON, D. R. e ANDERSON, T. El e- learning en el siglo XXI, Barcelona: Ediciones Octaedro, 2011.

GRAVE-RESENDES, L. e N., Alda. Educação Aberta e a Distância em Portugal. Disponível em: <,http://www.lmi.ub.es/teeode/THEBOOK/files/portugue/html/5port.htm>, data de acesso, 22/12/2012.

HARDAGH, C. C. Redes sociais virtuais: uma proposta de escola expandida, Tese de doutoramento, PUC-SP, 2009. Disponível em: <, http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cp111660.pdf>, data de acesso em: 05/2012.

HARVEY, D. A Condição Pós-moderna: Uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo: Edições Loyola, 1989.

JENKINS, H. The work of Theory in the Age of Digital Transformation. IN: MILLER, T. e STAM, R. (org). A Companion to Film theory. Oxford: Blackwell Publisher, 2003.

JENKINS, H. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009.

JOHNSON, S. Cultura da Inteface. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.

LANDOW, G.. Hipertexto, la convergência de la teoría crítica contemporânea y a tecnología, Barcelona: Ed. Paidós, 1995.

MANOVICH, L. La vanguardia como software. Disponível em: <http://www.uoc.edu/artnodes/espai/esp/art/manovich1002/manovich1002.htm>, data de acesso, 22/12/2012.

MANOVICH, L. El Lenguaje de los Nuevos Médios de Comunicación, Barcelona: Paidós, 2005.

MEESTER, M. A. M. e KIRSCHNER, P. A. Practical Work at the Open University of the Netherlands, Journal of Science Education and Technology, VoL 4, No. 2, 1995, pp 127-140.

MEUNIER, J-P. Image, Cognition, Centration, Décentration, Cinémas, revue d'études cinématographiques, 1994, 2:27-47.

MICHEL, J-L. La Distanciation, essai sur la société médiatique. Paris: L'Harmattan, 1992.

PEREIRA, A. e MENDES, e all Modelo pedagógico virtual da Universidade Aberta. Lisboa Universidade Aberta, 2012, Disponível em: < https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/1295/1/Modelo%20Pedagogico%20Virtual.pdf>, 2006, data de acesso, 22/12/2012.

PETERS, O. A educação a distância em transição. São Leopoldo, RS: Ed. Unisinos, 2004.

POMONTI, J. Education et Télévision - Enjeu Majeur du XXI Siècle, Paris: La Documentation Française, 1989.

REY, B. e all. As Competências na Escola. Vila Nova de Gaia: Gailivro, 2005.

RIBEIRO, J. S. Passagem dos rituais de festival de cinema científico ao desenvolvimento da cultura científica, cinematográfica e tecnológica na escola” in Caleidoscópio, Revista de Comunicação e Cultura, p. 69-80, 2000.

RIBEIRO, J. S. Antropologia Visual: da minúcia do Olhar ao olhar distanciado. Porto: Edições Afrontamento, 2004.

RIBEIRO, J. S. Reflexões sobre as imagens da cultura no contexto do Processo de Bolonha” Imagenes de la Cultura / Cultura de Las imagenes, Múrcia: EDITUM, pp. 31-48, 2007.

RIBEIRO, J. S. Investigação e variantes curriculares no ensino online, em Revista CET – revista contemporaneidade educação e tecnologia, nº 2, pp 108-116, 2012 - http://revistacontemporaneidadeeducacaoetecnologia02.files.wordpress.com/2012/05/cemri_uab_2012.pdf. data de acesso, 22/12/2012.

RIBEIRO, J. S. (2012) Paixão e Razão, hipótese do cinema na escola, em Revista Digital ICCI - Imagens da Cultura/Cultura das Imagens. ISSN 2182-4622. Vol. 1, Nº 2 (maio 2012), pp 8-35 - https://repositorioaberto.uab.pt/handle/10400.2/2207 . data de acesso, 22/12/2012.

RIBEIRO, J. S. e BAIRON, S. Antropologia Visual e Hipermedia, Edições Afrontamento, 2007.

RIBEIRO. J. S. Estratégias mediadas de construção e apropriação de saberes em Antropologia, in La Mediación Tecnológica en la Prática Etnográfica, San Sebastian: ANKULEGI antropologia elkartea, 2008.

SHNEIDERMAN, B. “O laptop de Leonardo”, Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2006.

SHRUM, W., DUQUE, R., & BROWN, T. Digital video as research practice, 1(1), Article M4. Retrieved [17/01/2006], from http:llrp.icaap.org/content/v 1.1 /shrum.html. data de acesso, 22/12/2012.

STAM, R. Teorías del cine, Barcelona: Paidós, 2001.

TOSI, V. «Le Film Scientifique selon Gottingem» in CinémAction, 38:26-29, 1986.

Publicado
2014-11-25
Seção
Ponto de Vista