O Plano de Ações Articuladas: percepções e expectativas na gestão da educação municipal

  • Maria Couto Cunha UFBA
  • Jean Mário Araújo Costa Centro Estadual de Educação Profissional do Semiárido (CEEP Semiárido).
  • Rosemeire Baraúna Meira de Araújo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano.

Resumo

O artigo discute os desdobramentos das políticas educacionais no Brasil, relativos ao planejamento educacional, com a implantação do PAR, e a tentativa de materialização do regime de colaboração entre os entes federados na gestão da educação municipal. Em seguida, apresenta os resultados de uma pesquisa a respeito das percepções e expectativas das equipes gestoras municipais sobre os processos de implantação, metodologia, apoio técnico e financeiro decorrentes desse Plano e sobre as repercussões geradas na gestão da educação de quatro municípios do Estado da Bahia. As evidências sugerem alguns avanços alcançados com o PAR, principalmente na formação de profissionais da educação. Contudo não se constata, no estudo, a articulação desejada e necessária ao planejamento e execução das ações.

Biografia do Autor

Maria Couto Cunha, UFBA
Doutora em Educação. Professora Efetiva da Universidade
Federal da Bahia (UFBA).
Jean Mário Araújo Costa, Centro Estadual de Educação Profissional do Semiárido (CEEP Semiárido).
Doutorando em Educação pelo Programa de Pós-
Graduação da Educação da Universidade Federal da Bahia
(UFBA). Professor Efetivo do Centro Estadual de Educação
Profissional do Semiárido (CEEP Semiárido).
Rosemeire Baraúna Meira de Araújo, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano.
Doutoranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação
em Educação da Universidade Federal da Bahia
(UFBA). Professora efetiva do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia Baiano.

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Publicado
2013-05-31
Seção
Dossiê