As políticas do Banco Mundial para a diversidade cultural após 1990: valorização das diferenças ou ênfase na equidade como imperativo político?

  • Sueli Ribeiro Comar Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Francisco Beltrão.

Resumo

O objetivo deste artigo é a análise das políticas do Banco Mundial para diversidade cultural após 1990. O texto se organiza por meio de três momentos. O primeiro mostra a dinâmica neoliberal exposta na reforma do Estado e da Educação no Brasil após 1990, com ênfase na equidade social. O segundo explicita a presença desse discurso materializado na Declaração Universal Sobre a Diversidade Cultural, elaborada pela UNESCO em 2002. Por fim, os limites a as perspectivas da legislação gerada das orientações do Banco mundial, as quais chegam à escola trazendo novas e complexas tarefas para esta instituição.

Biografia do Autor

Sueli Ribeiro Comar, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Francisco Beltrão.
Professora Mestre. Efetiva/Assistente do Centro de Ciências
Humanas da Universidade Estadual do Oeste do Paraná,
Campus de Francisco Beltrão. Membro do Grupo de Pesquisa
Sociedade Trabalho e Educação.

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Publicado
2013-06-03
Seção
Artigos