Educação não formal, os registros e a oralidade

  • Renata Sieiro Fernandes Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal)

Resumo

Este artigo trata dos registros feitos por educadores em suas práticas educativas, no campo da Educação não formal como instrumento imprescindível para o exercício da autonomia, da reflexão sobre os fazeres e saberes, constituindo-se em uma educação ao longo do tempo e permanente. É um elemento que congrega memórias e histórias de diferentes sujeitos, dos processos e da própria instituição educativa. Os registros podem envolver diferentes linguagens, como: escrita, imagética e sonora e diferentes suportes, bi e tridimensionais. Os registros das ações educativas fornecem indicadores que permitem pensar em “tecnologias do eu”, no sentido de permitir a subjetivação, capacidade que abre espaço para a reflexão e apropriação do fazer docente.

Palavras-chave: Educação sociocomunitária. Educação não formal. Registros da prática educativa.

 

Biografia do Autor

Renata Sieiro Fernandes, Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal)
Pedagoga, mestre e doutora em Educação pela Faculdade de Educação – UNICAMP, docente do Programa de Mestrado em Educação do Unisal, Americana, São Paulo.

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Publicado
2014-11-26
Seção
Artigos