Concepções tecnológicas e educação: modelagem, complexidade, auto-organização e descentralização

  • Renato Kraide Soffner Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL)

Resumo

O papel da tecnologia nos processos educativos é aqui discutido, tanto do ponto de vista de uma crítica àsua utilização de baixo desempenho pedagógico, bem como pela proposta de novas visões paradigmáticasem educação que sua eficaz aplicação pode proporcionar. Isto é fruto das tendências e descobertas queas fronteiras científicas da complexidade, da auto-organização e da descentralização nos apresentam,e que já se encontram disponíveis em nosso arsenal de planejamento pedagógico e educacional, noformato de processos, técnicas e ferramentas. Considera-se a necessidade de seu envolvimento nas práticaseducativas, do ponto de vista de uma análise crítica da eficácia em sua utilização. Apresentam-sesubsídios que permitam uma real e eficiente utilização da tecnologia na educação, norteada por visõese recursos modernos e inovadores, como forma de crítica às práticas conservadoras que ainda assolama área. Busca-se, ainda, contextualizar o problema por meio de uma revisão de literatura, a partir da qualse procederá à apresentação de ideias provocadoras dentro do tema.

Biografia do Autor

Renato Kraide Soffner, Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL)
Doutor em Educação pela Faculdade de Educação daUNICAMP. Docente e pesquisador do Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação, Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL), Americana, SP, Brasil.

Referências

ALMEIDA, Custódio Luís de. Ainda é tempo de estudar? Revista de Educação AEC, Brasília, v. 35, n. 141, p. 49-57, out./dez. 2006.

ANTONIO, Severino. Uma nova escuta poética da educação e do conhecimento: diálogos com Prigogine, Morin e outras vozes. São Paulo: Paulus, 2009.

ASSMANN, H. Metáforas novas para reencantar a educação: epistemologia e didática. Piracicaba, SP: Editora UNIMEP, 1998.

BEHE, Michael J. A caixa preta de Darwin: o desafio da bioquímica à teoria da evolução. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

COLELLA, V. S.; KLOPFER, E.; RESNICK, M. Adventures in modeling – exploring complex, dynamic systems with StarLogo. New York: Teacher’s College Press, 2001.

HAERTEL, Geneva D.; MEANS, Barbara (Orgs.). Evaluating educational technology. New York: Teachers College Press, 2003.

HAREL, Idit; PAPERT, Seymour (Eds.). Constructionism. Norwood: Ablex Publishing Co., 1991.

HOFSTADTER, Douglas. Gödel, Escher, Bach – an eternal golden braid. New York: Vintage Books, 1989.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2005.

LITWIN, Edith (Org.). Tecnologia educacional. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. Lisboa: Instituto Piaget, 1995.

PAPERT, S. Mindstorms: children, computers and powerful ideas. Brighton: Harvester Press, 1980.

PERRENOUD, Philippe. Novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

RESNICK, Mitchel. Turtles, termites and traffic jams. Cambridge: MIT Press, 1997.

______. Decentralized modeling and decentralized thinking. In: FEUERZEIG, W.; ROBERTS, N. (Eds.). Modeling and simulation in science and mathematics education. New York: Springer, 1999.

SANCHO, Juana M. (Org.). Para uma tecnologia educacional. Porto Alegre: ArtMed, 1998.

STACEY, R. D. Complexity and creativity in organizations. San Francisco: Berrett-Koehler, 1996.

SOFFNER, Renato Kraide. As tecnologias da inteligência e a educação como desenvolvimento humano. 2005. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.

______. Estratégia, conhecimento e competências: visão integrada do potencial humano. Piracicaba, SP: Degáspari, 2007.

STAGG, A. Agent-based modeling, [s.d.]. Texto disponível em: <http://www.biosgroup.com/research/abm/abm.html>. Acesso em: jun. 2002.

STEWART, I. Será que Deus joga dados? A nova matemática do caos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.

WOLFRAM, S. A new kind of science. Champaign: Wolfram Media, 2002.

Publicado
2013-05-31
Seção
Artigos