A gestão democrática em espaços não formais de ensino

  • Wânia Gonzalez UERJ; UNESA
  • Elisangela Bernardo Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)

Resumo

Este texto buscou analisar a concepção de gestão democrática implícita nas ações educativas ofertadas por dois espaços não formais de ensino. O estudo foi realizado na Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional, FASE, mediante o enfoque do Curso Capacitação de Agentes Sociais e Conselheiros Municipais, e no Instituto Ayrton Senna, a partir da abordagem do Programa Gestão Nota 10. O referencial teórico utilizado no estudo enfatizou a dimensão política que os espaços não formais de ensino podem assumir (MÉSZAROS, 2005; GOHN, 2006; TRILLA, 2008) sem defender a diminuição do papel do Estado na oferta da educação pública. As reflexões de Paro (2010), Lück (2000) e Dourado (2001) respaldam a concepção de gestão democrática adotada no texto. Além dos autores mencionados, o estudo traz as contribuições de Charlot (2000) sobre a possibilidade de construção de uma nova relação com o saber na análise das ações educativas investigadas. A pesquisa de abordagem qualitativa utilizou como instrumentos de coleta de dados: análise documental e entrevistas com os coordenadores pedagógicos das duas Organizações do Terceiro Setor. Os resultados encontrados na pesquisa indicaram que, nas ONGs estudadas, as diferenças sobre a dimensão política da gestão educacional são acentuadas.

Palavras-chave

Gestão democrática. Espaços não formais de ensino. ONGs.

 

Biografia do Autor

Wânia Gonzalez, UERJ; UNESA
Profa. Dra. Adjunta da Pós-Graduação em Educação da UERJ/FEBEF e da UNESA. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação nas Periferias Urbanas.
Elisangela Bernardo, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Profa. Dra. Adjunta da Escola de Educação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

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Publicado
2013-12-17
Seção
Artigos